Carioca de todas as praias, Patrícia não deixa dúvidas: seu
assunto é rock. Mas seu som é brasileiro, com o suingue do samba,
do funk, do forró e do maracatu.
Sua performance causa impacto e cativa. A voz forte e característica, a
formação teatral e a banda formada por Walter Villaça (guitarra),
Igor Eça (guitarra e violão), Chico Chagas (teclados e acordeon),
Marcelo Linhares (baixo) e Cesinha (bateria) garantem o peso e o suingue fundamentais
ao espetáculo.
No repertório, além das inéditas (Totonho e os Cabra, Suely
Mesquita, Kali C e Mylene), apresenta músicas cuidadosamente escolhidas
das obras de Baia, Alceu Valença, Moska, Mutantes, Edu Lobo/Chico Buarque
e Sting. Nos shows sempre seleciona alguns clássicos de bandas como Beatles,
Led Zepellin, Living Colour, Legião, Barão e O Rappa.
Os últimos dois anos foram dedicados à gravação de
seu primeiro CD. De iniciativa independente, Patrícia foi responsável
pela produção executiva e dividiu a direção artística
com Igor Eça, que também assina a produção musical
de quatro das onze faixas. As demais foram divididas por Fernando Nunes e Chico
Chagas. Além dos produtores, participaram da gravação Walter
Villaça (guitarra), Cesinha (bateria) e Marcos Zama (percussão).
Com o master pronto, Patrícia está negociando a melhor forma de
lançamento e distribuição.
A experiência na condução do projeto de seu CD foi tão
positiva que começou o curso de Produção Fonográfica
na Universidade Estácio de Sá. Também está envolvida
em outros trabalhos. Um de música contemporânea, com o Maestro Gerson
Grünblatt, em fase de pré-produção, que prevê
a gravação de três CDs com suas composições
e outro com Rodrigo Gama, envolvendo clássicos de Bob Marley e bases eletrônicas.
Iniciou sua carreira gravando vocais no disco “Moro no Brasil”, do
grupo Farofa Carioca (Universal). Após montar seu primeiro show e apresentá-lo
no circuito do Rio, divulgou suas “demos” na Internet com grande êxito.
Durante três meses figurou em primeiro lugar no site Novamúsica com
“Brinquedo de Ocasião” e “Samba Blues”, chegando
a uma posição de destaque no Real Jukebox, na época um dos
maiores servidores de música da web, o que lhe valeu um convite para fazer
o show de encerramento do I Festival MP3-Rio e um contrato com o grupo As Frenéticas
em 2001 para se apresentar nos principais programas de TV e em shows no Brasil
e exterior e participar da gravação do CD “Para Salvar a Terra”
(Jam Music). Desligou-se do trabalho para retomar a carreira solo e dar início
ao projeto do seu CD.